Bioenergias
É certo que o uso de biomassa em aplicações estacionárias gera custos de redução de gases de efeito de estufa menores que a aplicação no setor de combustíveis.
O emprego no setor de transportes implica no desenvolvimento de energias alternativas ao combustível fóssil e esforços para a redução do aumento nas emissões de carbono no setor.
Se espera um aumento da demanda global de biocombustíveis devido as atuais medidas para a promoção dos mesmos. Bioetanol é de longe o biocombustível líder do setor. A maior participaçao de mercado será alcançada no Brasil, a segunda maior na Europa. Nos Estados Unidos, por causa do tamanho de mercado de petróleo, a participação fica abaixo de 10%. Mas a demanda cresce não apenas no Brasil, Europa e Estados Unidos. No Canadá, China, Ìndia, Japão, Corea e diversos outros países a introdução dos biocombustíveis é iminente ou mesmo já se encontra em fase de implantação. Porém, a discussão sobre sustentabilidade nestes países também é intensa.
A Comissão Européia estabeleceu no seu „Renewable Energy Road Map“ que até 2002, 10% de todo o consumo de combustíveis dentro da União Européia deverá vir de fontes de energias renováveis, garantindo assim um aumento na segurança do fornecimento energético: “Changing the fuel mix in transport is important because the European Union’s transport system is almost entirely dependent on oil. Most of this oil is imported, much of it from politically unstable parts of the world.” O Governo Federal Alemão vai ainda mais longe no seu „Roadmap Biokraftstoffe“ e estabelece uma porcentagem de 20% na gasolina e no diesel, objetivando assim a proteção climática. Levando em consideração que atualmente a participação dos biocombustíveis no consumo total de combustíveis é de aproximadamente 1%, essa é uma meta bastante ambiciosa, na qual os benefícios para a proteção do clima são cercados de controvérsia.
Sem a importação de biocombustíveis, as ambiciosas metas da política ambiental na Europa e na Alemanha não serão alcançadas. O aumento de participação dos biocombustíveis no mercado para 10% na Europa e para 20% na Alemanha será dificilmente atigindo através da produção local. As matérias-prima necessárias deveriam vir através de um aumento drástico na produtividade ou do desenvolvimento de novas áreas cultivadas. Diversos estudos deixam claro, que esse potencial apenas seria alcançado através de uma renúncia nas exportações de bens agrícolas, o que levando em consideração o alto preço dos cereais e oleaginosas dificilmente contaria com a aprovação dos agricultores.
