Sustentabilidade
A contribuição dos biocombustíveis para a proteção do clima depende de diversos fatores.
A redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) depende do tipo de biocombustível, a matéria-prima utilizada e a região onde a mesma foi cultivada. Em geral, matérias primas provindas de regiões tropicais, possibilitam uma redução maior de GEE que recursos agrícolas cultivados na Europa. Além disso, existe a concorrência vinda de outras fontes de energia alternativa como energia eólica, biogas, energia hidraelétrica e etc. Evidentemente, essas energias alternativas também apresentam variados custos de redução das emissões de gases de efeito estufa.
E os custos de redução das emissões de biocombustíveis produzido com biomassa cultivada na Europa é claramente mais alto que os custos de energias alternativas como energia eólica, energia hidrolétrica e geração térmica. Porém, o balanço de carbono de bicombustíveis produzidos com matéria-prima em clima tropicais não está livre de controvérsia. Uma vez que para suprir a demanda mundial as terras cultivadas atualmente não são suficientes, crescentemente novas terras são convertidas em áreas para cultivo agrícola.
Neste contexto, grupos ambientalistas acusam a Indonésia de transformar terras da floresta de Borneo em plantações de palma, onde grandes quantidades de gases de efeito estufa que até então eram absorvidos pela floresta tropical, estão sendo liberados. Essa situação, faz com que o balanço de carbono do biodiesel caia em relação ao combustível fóssil.
O Brasil também é acusado de ampliar sua produção agrícola deslocando plantações de cana-de-açucar até as floresta amazônica, piorando drasticamente o balanço de carbono do biocombustível brasileiro.
